Epístola nº 4
Senhor,
Que eu nunca perca meu raciocínio crítico durante essa curta/longa jornada que ainda venha a enfrentar; que eu nunca deixe de pensar no quão erradas são as coisas e faça parte delas; que meus problemas se tornem pequenos diante do que eu sinto de bom; que eu faça do mundo algo melhor de se viver; que eu viva como se viver fosse bom; que as coisas possam sempre se apresentar da melhor forma para mim; que eu não me culpe por aparentemente desistir diante de um problema quando, na verdade, souber que não é a hora de enfrentá-lo; que eu seja o que eu espero de mim, e nunca o que o outro espera; que eu faça o bem e seja solidário; que eu me comunique com os olhos, com as mãos e, se a boca permitir, que assim também seja; que eu tenha paz e não me cobre tanto pelas coisas que por ventura venha a sentir; que os bens materiais não me façam sentir superior; que a hipocrisia humana não me contamine a ponto de não sentir quem eu seja; que eu continue gostando das pessoas, mesmo quando as circunstâncias já não forem as mesmas; que eu não alimente maus sentimentos e pensamentos; que eu cresça sem deixar essa criança morrer aqui dentro; que eu não me afunde dentro dos ideais e nem me sufoque diante das pressões que me cercam; que eu tenha forças para continuar aqui, lutando por situações e sentimentos melhores; que a vida seja gentil com todos nós, e que possamos suportar o que não nos faz bem; e que possamos caminhar a cada dia, de passinho em passinho, até aquilo que o Senhor deseja para nós. Que assim seja.
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