O que nos resta?

 


     Quando as palavras que nos faltam não são nossas, só nos resta a poesia?

     O despertar, o sorrir, o esvaziar, de uma alma outrora já vazia...

     À parte o tempo, às sombras da existência, de que vale a agonia?

     Sozinho, sem rumo e sem sorriso, que na vivência despretensiosa este ali logo retomaria.

     A esperança que lhe faltava, o sonho que lhe consumia, o sopro que acolhe ternamente e eternamente e se avizinha...

*

     Na vida, o tempo se dá ao tempo.

             E, ao seu tempo, à vida se dá a vida.

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